MCMV: beneficiários começam a se prepar para mudar
A Prefeitura, por intermédio da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) e da Companhia de Habitação Popular de Campinas (Cohab), promoveu no último sábado, dia 9 de abril, na sede da Cohab, uma reunião preparatória com as 440 famílias beneficiadas com apartamentos do Residencial Jardim Bassoli, na região do Campo Grande. O empreendimento é o primeiro da cidade voltado a quem tem renda de até três salários mínimos, dentro do Programa Minha casa, Minha Vida (MCMV).
O encontro serviu para que os beneficiários recebessem as primeiras informações sobre a vida em condomínio, o cronograma de mudanças e as convocações com dia, horário e local para assinatura do contrato de financiamento com a Caixa Econômica Federal. Uma parte do grupo foi atendida no período da manhã, das 9h às 12h, e a outra das 13 às 16h. A mudança das 440 famílias para o residencial começa no fim desse mês.
O secretário de Habitação e presidente da Cohab André von Zuben ajudou a recepcionar os beneficiários e comandou a abertura das reuniões. Na conversa com as famílias, von Zuben enfatizou a mudança radical pela qual vão passar no dia a dia, já que todas viviam em casas e a partir de agora passarão a habitar apartamentos. “Nós vamos ajudar vocês na administração do condomínio e na adaptação ao novo cotidiano, porque acreditamos que vocês podem melhorar de vida. Mas isso depende principalmente da aceitação dessa nova vida de coração aberto”.
Apoio pós-ocupação
Essas 440 famílias também serão as primeiras, em Campinas, a contar com orientação para viver em condomínio e encaminhamento em diversas frentes, por meio do Plano de Intervenção Técnico Social (PTTS) voltado aos beneficiários do MCMV. A iniciativa é resultado de um convênio inédito em nível nacional, assinado entre a Prefeitura e a Caixa Econômica Federal em janeiro deste ano, por meio do qual serão implementadas ações de prestação de informações, organização comunitária e condominial, educação econômica, patrimonial, sanitária e ambiental.
A necessidade de realização de trabalho social após a ocupação dos imóveis é tema recorrente no setor habitacional, porque grande parte do público-alvo do MCMV são famílias de baixa renda, habitantes de áreas de risco. E Campinas saiu mais uma vez na frente por salientar a questão, em 2010, num seminário internacional sobre habitação, e por ser o primeiro município brasileiro a colocar em prática esse tipo de prestação de serviço.
Um jardim de Flores
Foi com essa metáfora poética que um dos participantes do encontro, o jardineiro Edval Ribeiro Lima, de 67 anos, definiu o momento atual. Ele conta que foi um dos habitantes de área de risco mais resistentes a deixar sua moradia, na região Sudoeste, onde vivia a cerca de seis metros de um córrego. Agora, a poucos dias de ocupar seu novo lar, descreveu de maneira particular sua felicidade. “É um jardim de flores! É a liberdade de uma convivência melhor! Eu quero ir para o meu lugar, ter minha paz, meu sossego”, ressaltou.
Quem também viveu na mesma região foram a aposentada Maria Aparecida Pina e a filha Simone Aparecida Pina. Elas disseram não saber quantas enchentes enfrentaram nem quantos pertences perderam. “É uma sensação de alívio, porque a gente não dormia na época das chuvas”, enfatizou Simone. E a mãe, D. Maria, completou: “Já fomos ver o apartamento e adoramos!”.
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